Borboletas fazendo toques de lirismos. Elas saem por aí andarilhas feito os poetas ... beijando flores, beijando a arte. Deixo aqui flores e poemas.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
EM DEUS
Cruzeiro Saloá - PE
Oh Deus!
Disponibiliza oxigênio do Espírito.
Luz em expansão.
Intimidade com as santas palavras ditas.
Abrigo nos salmos.
Poesia no Cântico dos Cânticos.
Que eu amanheça recitando o Magnificat.
E tenha sede de "água viva" de tua jorrante fonte.
Que compartilhe com alegria do teu banquete eucarístico.
E no cotidiano de vida tenha "fome e sede de justiça".
Que como filha amada eu seja buscadora de Ti.
E nos conteúdos interiorizados diga Amém!
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
CLOROFILAS DA VIDA
Foto - Magda Indigo
Frescor verde.
Feito rosa.
Fios exóticos que se espalham.
Passarelas da natureza.
Brincando com o verde.
E eu, com olhar de jardineira.
ELEGANTE TERNURA
Quero comunhão com a ternura.
Com aquilo que houver de mais delicado.
Para mais que estético.
Um abraço de esperança.
Um sorriso solto.
Águas em movimento.
Flores que namorem os raios da manhã.
Uma folha que se mostre elegantemente no seu cale.
Passos não apressados.
Pendurados cachos de acácia.
Poesias nas paredes.
Beijos com sensação de pele de pétala.
Diferentes e repetidos beijos.
Em cores ternas.
sábado, 23 de novembro de 2013
A ORQUÍDEA E O AMOR
Se a orquídea pode ser bela,
não pouco o teu coração.
Juntas formam um buquê,
nós dois uma doce canção.
Se o perfume exala,
nosso suor cheira além.
Não há nenhuma escala,
que meça nosso amor, meu bem.
FOLHAS DE TANGERINA
Ao sair da minha serra.
Pra cidade vizinha.
Meu coração me doía,
como um facão amolado,
que ao meio lhe partia.
Eu precisava estudar
e de vez em quando voltar
pro meu canto de alegria.
Aos onze anos essa sina,
que ainda uma menina,
precisei absorver.
Na hora da despedida,
pra amenizar a saudade,
folhas de tangerina,
levadas para cheirar,
na solidão da cidade.
E o perfume eu buscava,
seja de noite ou de dia,
aquilo me preenchia,
me levava até o Saco (sítio),
como se fosse magia.
MATANDO O AMOR
E o amor chorou
de tanto ser perturbado.
Os pingos d'água caíram
como gotas de orvalho.
O coração enlutou.
A respiração pausou.
Por não ser sua propriedade.
A seiva foi exaurindo.
As brancas flores caindo.
Seu jardim ficou sem nada.
PESCARIA
Não pesquei sonhos impossíveis.
Distrai-me da tristeza que me abatia.
Molhei os pés nas águas frias daquela manhã.
Conversei com o vento.
Não usei iscas como armadilha.
Refresquei meus cabelos longos.
Acompanhei o correr das águas.
Pesquei um coração que tem nome.
E eu havia esquecido.
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