sábado, 23 de novembro de 2013

BEIJOS

















Bordados de borboletas.
Exercitando solturas.
Leveza e cores vivas.
Voos de liberdade.
Pousos e beijos.
Beijos matinais.
Porque a noite logo despontará.
Beijos humanos.
Bordados de amor.

PRA LÁ, PARA CÁ





















Soltando-se ao vento.
Tudo atemporal.
Pra lá, pra cá.
Trocas e risadas.
Como se houvessem apenas crianças.
Ventos.
Cordas.
Crianças.
Balanços.
E árvores, meu Deus. 

CAMINHOS E DESCAMINHOS
















A vida reivindica ousadia.
Explode mistérios.
Adia e encurta sonhos.
Cria caminhos múltiplos.
Apresenta-nos escolhas.
Luzes e escuridão.
Um caneco de água fresca.
Uma mão a ofertar não sei o que.
Teimosias de bem-querer.
Um juazeiro a beira da estrada.
Um tropeço e seus ensinamentos.
Uma ambição desmedida.
Desertos de subjetividades.
Uma relíquia de oração.
Miopia de sentimentos.
Um poço de água limpa e corrente.
Caminhos e descaminhos.
 A escolher.

EUCALIPTOS URBANOS















Travessia de eucaliptos querendo pegar o céu.
Perfumes na passagem urbana.
A pequena cidade se engrandece com o verde alto
na sua entrada.
Casando com a lindeza das praças no entorno.
Assim Porteiras se manifesta
como elegante dama caririense.

VENDO-SE

















O pássaro demora a solver a gota d'água
ao ver-se refletido no espelho natural.
Suas pernas trêmulas de surpresa
se firmam no pequeno tronco.
Águas límpidas e quietas.
Olhar narcísico, quem sabe!
Numa delicada revelação.

sábado, 2 de novembro de 2013

EM TEUS BRAÇOS

















Eu mereço estar em teus braços.
Em abraços prolongados.
Cultivando risos a dois.
Desenhando o amor que nos liga.
Recordando passagens do vivido.
Adormecendo os intrusos desencontros.
A reciprocidade é um alento de bem-querer.
A provocar encontro não fugazes.

RUMOS DO VIVER

 

















Quero que a vida aponte rumos.
E perceba os toques da intuição.
O discreto mostrar das coisas simples.
A escuta dos conselhos sábios.
O caminhar das apertadas trilhas.
O bálsamo contido no perdão.
O revigorar dos projetos mortos.
O choro como irrigação da alma.
A bênção como sinfonia de amor.
O beijo a molhar teus lábios.